sexta-feira, 3 de abril de 2009

A dose de Paracelso

...

quando a conheci vi que era sinônimo de
namorar.


Não desse namorar panaca dos seriados das cinco horas,
mas o fantástico namorar pra conquistar o mundo ...

juntos.

Mas faltava algo.


Daí, fiz anagramas na minha pele com teu nome até conseguir,
místico que sou, transformar como o alquimista,
as iniciais doses de veneno


_ "Ih", quem é esse cara ?


nesse sabor doce na boca


_ "Oh", te gosto muito, menino.


Misturando o caldeirão dos dias
fui bebericando a poção,
nosso chá alucinógeno

e

sentindo ainda a falta d’um tempero
pus de mim, a letra "r"

p’ra então

conjugar seu nome no infinit(o)ivo verbo


namorar.


Enfim tatuei; cravado na carne, o anagrama,
pra nunca esquecer
da fórmula química,
a receita de nós dois.




Para Mariana

6 comentários:

morenarosa. disse...

tá vendo? adoro. também porque pra mim o que mais se aproxima do poeta é a capacidade que ele tem de transformar o todo-dia-que-às-vezes-nem-se-vê em poesia e assim sendo, vê-se. ele vê,o poeta vê. e como... :}

Sabrina Davanzo disse...

delícia de poema.. ainda mais sabendo quem se trata, sei que soa totalmente verdadeiro.

Adorei!

Bjos!

Ana Cláudia Zumpano disse...

tem coisa melhor?
sempre passando por aqui!
abraço

vanessacamposrocha disse...

é incrível o que um paracelso faz no coração com lápis de alguém! Adorei a poesia, adorei vir aqui! PArabéns ( isso estraga sua lista dos nãos?)
um abraço
VAnessa

henrique vitorino disse...

anagrama transcendetal esse, cara.

AMALGRAMA de vocês.

abraço e to aí, esperando os 13.

mariana disse...

lindo,
sem palavras !
calmo, excitante, delicado, contundente, fantastico
uma dose de paracelso
ei-nos nós....
beijos!!!
te amo!