quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sobre o lançamento dos 13 poemas ácidos ...


O que dizer ?
Quem lá esteve viu ...

Sábado 13 de junho de 2009
Dia pra mim, dos mais importantes da minha vida, pra ser guardado em vídeo áudio sensações e amizades ...
Dia de rock, de poesia carcomendo seus calcanhares, nada daquela poesia com gosto de hóstia de sacristia, ou seja, sem gosto ... amorfa, sem vibração sem intenção e sem intensidade. Tudo supremo.

Durante toda a noite, devorei a todos e a tudo, muito gostoso ... cada um cada uma cada página acorde e olhar ...

fim de semana ducaralho que tive, tivemos e ainda temos.
Redundância é pouco.


Antes de tudo agradeço aos que puseram o dedo, o pau, a bunda, a mão ou se atolaram inteiros junto comigo nessa empreitada de realizar a Vernissage e a Noite dos 13, trazendo pra os dois eventos o ROGÉRIO.

À vocês, parafraseando meu amigo Também, todas as flores do mundo sem colhê-las.

Em breve a cobertura de todo o lançamento sai em vídeo pelos YouTubes da vida;



  • a Vernissage na Casa da Cultura com os escritores lendo os 13 e suas obras,


  • a festa Noite dos 13 que rolou no GOMA,


  • psicopata performance de ‘plebeu’


  • e o show da Juanna Barbêra com a sensacional participação do ROGÉRIO SKYLAB.

Além da entrevista que o cara deu a WebTVGOMA; que eu não fui por estar completamente rouco.


Paciência, nada é perfeito.





ROGÉRIO SKYLAB é dos artistas, ao menos pra mim, mais importantes hoje no país. Sincero na sua verdade. Puro, insano e humilde. Entre tantas coisas das quais falamos; modernismo, semana de 22, torquato, leminski, fluminense, heleno de freitas, as melhores e piores bandas, os textos, as letras, a cidade de Uberlândia, a cena do Rio, a Globo, o Faustão, as mulheres ... ficou a amizade e a certeza que o cara volta logo.

É ... logo.


Pra conferir


http://godardcity.blogspot.com/,


onde ele cita toda essa movimentação da cena de bandas independentes do interior do país, como uma das coisas mais foda que ele vê hoje no panorama cultural do Brasil.

Enfim...


...

Eu mesmo lendo "Debaixo das rodas de um automóvel"


Os varais de poesia feitos por Diego Boina e Lauana Fidêncio


Rogerio Skylab lendo seu "Debaixo das rodas de um automóvel"

Robisson lendo seus "13 poemas ácidos ..."

O público e a noite

Rogerio Skylab lendo os "13 poemas ácidos ..."

Danislau Também


Lauana Fidêncio


Muryel de Zoppa


Samuel Giacomelli

Leon Aguiar


Diego Boina


Henrique V



Mariana Bizinotto

'plebeu'

Guilhermim Problema

Daiane Costa



Ricardim


Gustavo Mosaico

Ademir NadaBacana

Fabíola Benfica

Ana Clara & Mariana

os 13 poemas ácidos no bolso do "paletó"

Skylab, Daniel Testa e Walber Schwartz



Performance LIBERTAÇÃO de 'plebeu'
A banda JUANNA BARBÊRA promove sua arruaça







As fotos são de autoria de Luana Magrela, Marco Nagoa & Hick Duarte ...


.

sábado, 13 de junho de 2009

HOJE lançamento do livro 13 poemas ácidos no bolso da calça



LANÇAMENTO DO LIVRO



13 poemas ácidos no bolso da calça
Robisson Sete



SABADO 13 DE JUNHO DE 2009

20h VERNISSAGE
- Casa da Cultura Pça. Coronel Carneiro 89 –Centro
com a presença do músico e escritor ROGÉRIO SKYLAB (RJ) lendo trechos de seu livro DEBAIXO DAS RODAS DE UM AUTOMÓVEL. Além dos autores Danislau Também, Muryel de Zoppa, Lauana Fidêncio, Ju Nassar, Henrique V., Leon Aguiar, Mariana Bizinoto, Marcus Tulius, Samuel Giacomelli, dentre outros, realizando leituras poéticas e exibição de vídeos. Coquetel com bebidinhas e comidinhas. ENTRADA FRANCA

23h Noite dos 13 – GOMA – Av. Floriano Peixoto 12
Show Juanna Barbêra convida ROGÉRIO SKYLAB
Discotecagem Moita Mattos
Performance ‘plebeu’




Incentivo: Fundo Municipal de Incentivo à Cultura – Sec. de Cultura – PMU
Apoio: DiCult, GrupoTamboril, Coletivo Subsolo, Daniel Testa, CultBlog, GOMA

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Obrigado ...

Adaílton, Adauto, Ademir, Adoníle, Adreana, Adriana, Adriene, Aílson, Alberi, Alcides, Aldo, Alessandra Leles, Alessandro, Alexandre B2, Alexandre Baiano, Aline, Aline Góis, Amália, Amanda, Ana Beavers, Ana Zumpano, Ana Cristina Nika, Ana Flávia, Ana Marina, Ana Reis, Dona Antônia, Ana Paula Rios, André, Arlen, Dona Ângela, Arthur, Ateu, Augusto, Bambi, Bárbara, Bárbara Figueiredo, Beatriz, Benício, Bernardo, Biba, Birú, Boina, Bráulio, Breila, Bruno UniMusic, Buiati, Butterfly, Cadeado, Calina, Carlos, Carolina Caru, Carlinha, Carlos Tche, Castor, Camila, Caverna, Cecília Borges, Cesão, Clara Sá, Claudete, Cláudio Alberto, Chacal, Charles Chaim, Chelo, Chicão, Chico de Assis, Christian, Corvo, Cris, Custódio, Daiane Costa, Daiana Cuiabá, Daniel, Daniel Melo, Daniel Nomura, Daniel Sun, Daniel Testa, Danilo Corci, Danislau, Djardes, Seu Dercino, Diano, Didi, Dino, Divina, Dora, Dori, Douglas Duarte, Douglas Torres, Drielle, Dudu, Dyego, Ederval, Edinho, DJ Edinho, Ednardo, Edinan, Eduardo Warpechowski, Eliana, Elismar, Elmiro, Élson Felice, Emiliano, Eminéia, Fabinho, Fabíola, Fabrício, Fabrício Kid, Fabrício Nanuvi, Fernando Djahbuti, Fernando Duarte, Fernando Greco, Flavia Amaro, Flávio Citton, Flávio PCdoB, Flávio Sacy, Gabriel Bicho, Gabriel Bibi, Gabriel Félix, Gabriel Serafim, Gabriela, Genérico, Geninho, Geórgia, Geraldão, Geraldinho e Ana, Getúlio, Gláucio, Gleninho, Gleyson, Gilsykelly, Giovanni Ieminni, Grazi, Guarany, Guilherme Inácio, Gustavo, Gustavo Laranjo, Gustavo Vasquez, Helder Skelter, Henrique V, Hick, Homero, Hugo, Inaiã, Indara, Irley, Isa, Isaac, Ivan, Izildinha, Jack, Seu Jair, Jeymes, Jisa, João Batista, João Neto, João Paulo, Joca, Joel, Jonhy DeLarocca, Jota Cláudio, Joyce, Júlio César, Ju Nassar, Junia, Júnior Rosenwood, Jussara Brandão, Kaleb, Kaiapy, Kellen K, Kellinha, Laura, Lauana, Larissa Marques, Leandro, Leandro B2, Leandro Jardim, Leciane, Leon, Leon Bizinho, Leo Caverna Leo OP, Leonardo Henrique, Lílian Guedes, Lisandro, Ló, Lú de Laurentiz, Luana Bittar, Luana Magrela, Lucas, Lucas Paiva, Lucas Laender, Luciana, Luciano Ferreira, Luciano Sísifo, Lucio Rogério, Luís Ranna, Luis Rogério, Malaquias, Marcelão, Marcelo Banzai, Marcilene, Márcio Bonesso, Marcelo e Marcio Spaolonse, Marco Nagoa, Marco Túlio, Marcus Tulius, Mª José Torres, Mª Luiza, Mariana Gonçalves, Mário, Mário Lúcio, Mariel, Marília, Marisa, Dona Marisinha, Marquinho Geo, Marquinho U-Ganga, Mateus Mahamudra, Matheus Diniz, Mary Anne, Maryllu, Melquíades, Mércia, Seu Miltinho, Mirinha, Moita, Monique, Mosaico, Muryel, Museu, Nadine, Naíra, Nara Sbreebow, Natália, Natália Oliveira, Ney Hugo, Newton D’angelo, Nicolas Behr, Nivaldo Zoi, Noádia, Nogueira, Pácis, P. Capilé, Padero, Pancinha, Pará, Paula, Paulo, Patrícia Dominguez, Pedro, Pedro Paulo Nego, Philippe, Plebeu, Poliana Diniz, Polyana, Priscila Diniz, Priscila Koehler, Priscylla Leite, Pudim, PV, Rafa Rays, DjRafal, Rafael de Oliveira, Rafael Guarato, Rafael Sapão, Rafael Tannús, Ramon, Rangel, Raquel, Rayssa, Reinaldo Abdo, Reinaldo e Ronaldo BarVerde, Renata Damaso, Renata Alves, Ricardim, Ricardo, Seu Ricardo, Ricardo Abdala, Rita, Ritinha, Roberta Catarina, Roberta Dayrell, Rodrigo Biroska, Rodrigo Didi, Rodrigo Grilo, Rodrigo Guedes, Rodrigo Massari, Rodrigo Tigrilo, Rogério Macaco, Rogério Skylab, Ronaldo Sobreira, Profº Ronan, Ronan, Dona Rosângela, Rubão, Rui, Sandro, Samuca, Samuel Giacomelli, Serjão, Serginho, Sidvan, Sidvera, Simone Cuiabá, Sol, Stéfani, Suzane, Talles, Tassio, Telma, Thais, Thays, Thays Hayeck, Tiago, Thiago Carvalho, Thiago Própolis, Tom, Vacão, Valerinha, Vane, Vera, Victor Maciel, Vilza, Vinicin, Vinicius, Vitor, Vorjano, Walber Schwartz, Wanessa, Weber, Will e Taís, Willgman, Tio William, Woody, Yara, Seu Zé, Zé Wilson, Zuleida, Blogs Bar do Escritor e NaSelva (SP), CAS, COC, Coletivos Arte pela Arte e I?M, Cons. Mun. de Cultura, CultBlog, Editora Cativa (MT), Electra Tatoo, EmCômodos, ESCOMBRO, Festa Literária de Uberlândia, DCE UFU, GOMA, Grupo Tamboril, Oficina da Vida, Orç. Participativo, Rádio UFU, Sec. Mun. de Cultura, Zine Páginas Vazias, UFU e Coletivo Subsolo.
Obrigado

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Paixões

As paixões
são como as marés

umas vem, outras vão

e as praias
continuam, banhadas ao sol,
no seu mesmo lugar.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Santo esquecido da camisa aberta



Conheci muita gente louca

Que pulou da ponte, que deu a bunda sem vaselina
Que fumou todos os móveis da casa e as bijuterias da mãe morta
Que se matou sem escrever o bilhete de despedida
Que amou demais e passou o resto da vida, vivendo pra beber

Daí outro dia alguém me disse sobre o Santo Esquecido
e eu imaginei coisa que já imaginaram;
o santo esquecido
padroeiro de toda essa gente louca

nome de taxista
carioca
sambista
noitada
coisa e tal

o Santo da Camisa Aberta

um santo moderno não pode ser vingativo
nem guardar rancor
arrogante mas sincero

tudo em dobro
ao meu ver

vivendo abraçado aos seios lindos da amada ou ao peito forte d’um rapaz

Reza pr’ele
enquanto

corre corrimento

sangra sua ferida

late mas não morde


E se é dividir pra conquistar
mas, conquistar o que ...

e se querer demais pode ser perder

então

quero mais é foder com o mundo

abraçado a uma garrafa de whisky


Amém...

(abre as mãos e joga as contas no mar)



foto de pedro ladeira http://www.flickr.com/photos/pedroladeira/68133221/
um homem

à beira do abismo











seu corpo







escuridão




...



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Juanna Barbêra lança "Deserto Sonora"





Local: Teatro Rondon Pacheco - Rua Santos Dumont, 517 Centro
Data : Sexta-feira - 29 de Maio de 2009
Horário : 20:00hs


Entrada Franca – adquira seu convite no local



A banda Juanna Barbêra, de Uberlândia-MG - região do Triângulo - é formada por quatro caras e duas garotas. Sem uma autodefinição musical e de estilo muito exata o grupo não se comprime em rótulos ou suas degenerações ao fazer sua música. Em suas composições preza pela ironia e sarcasmo, unidos ao peso instrumental, além de um detalhe visual muito presente em seus shows.


Guardando ainda um apelo pop o grupo aposta em ritmos inusitados, climas densos e baladas sujas com letras de veia poética e nonsense.


Seu primeiro CD, Deserto Sonora, foi gravado em Goiânia no RockLab Produções Fonográficas, com a produção musical de Gustavo Vasquez e Luis Maldonalle, através do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia.


O disco Deserto Sonora apresenta ao público composições do grupo, iniciadas em 2006, uma coletânea de gêneros e inspirações musicais do sexteto. As influências são várias e o que se percebe é que o grupo traz ao seu rock’nroll, samba, baião, tango, blues, jazz, enfim... só ouvindo.

Escute as músicas da Juanna no site.





Hasta el Rock!!!



Juanna Barbêra


B. Valentinha - guitarra base
Coronel Leôncio - baixo
Dr. Thomaz Mara’kame - guitarra solo
Kid Sem Billy - bateria
Madame Lilly - vocal
Robisson Sete - vocal

Deserto Sonora


1- Deserto Sonora
2 - !Peligro, James Bong, Peligro!
3 - Fake Folk
4 - Aprendiz de Artista
5 - Num Covil dos Ratos
6 - Use USA
7 - Rosa com Z
8 - Uma Missa
9 - Tananã
10 - Blues Sweet Exüs
11 - Van Jorge Grogh


Foto: Marco Nagoa

segunda-feira, 11 de maio de 2009

a vida até parece uma festa

Ultimamente
[tenho levado minha diversão muito a sério.

Afinal
[se divertir não é nenhuma brincadeira.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Modernidade


há 723 anos atrás no interior da floresta profunda
índios ao entardecer, ritualisticamente,
cessam todo o trabalho que estiveram a fazer
[para contemplar o crepúsculo ...
ontem as 5:45 da tarde
eu atravessava a rua, imerso, preocupado com a prova
[de geometria.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

nos fios tensos ...


terça-feira, 5 de maio de 2009

os planetas e os satélites


compreendo

também não te desejo mal, muito pelo contrário
pensamentos bons sempre cercam sua pessoa em minha memória
você sempre foi sorriso certo

se cuide, se limpe, se ame

a gente
vai existir pra sempre
até quando o youtube acabar no fim do mundo,
um dos sons que irão ouvir ecoando no nada, serão nossas risadas
o vento levando aqueles nossos dias pra toda a humanidade já morta

bicho
não te desejo paz,
porque é coisa muito calminha,
tanto pra ti,
quanto pra mim e p'ruma pá de gente

talvez alguma harmonia
p'ra você, pra mim e p'ruma pá de gente
em nosso vigente caos

sexta-feira, 24 de abril de 2009

como é bom ser mulher

Sis dias abri bolsa de namorada pra procurar meu cigarro...
dei de cara com o recipiente negro brilhante.

Abri, era o pó de arroz.

Passei um pouco na cara e olhei no espelho pra sacar a diferença.

Depois joguei o troço na bolsa, poderoso, estalei os lábios e sai do carro ...

Me pareceu que nessas horas é muito bom ser mulher

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Viva Jorge !!!

" ... perseverança ganhou do sórdido fingimento e disso tudo nasceu o amor."
.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

uns amigos

Porque o céu é azul ?
[porque dEUs é mininho.
Leon Aguiar


"sabe

deu vontade de escrever uma palavra em latim na sua pele com pena de pavão e embebida em tinta de intoxicação deleitosa”

Danislau Também

segunda-feira, 6 de abril de 2009

a vida imita a arte


a vida anda mesmo imitando a arte. tenho provas !!! vi sis dias no concurso do Faustão, perdeu pros caras que imitavam o KISS.

enquanto a morte; aquela vedete, que diga-se de passagem, não imita ninguém, estava no outro canal, no quizshow de variedades.

ganhou de lavada.

o auditório foi ao delírio.


foto de andrea dias
http://www.flickr.com/photos/andreadias/322674343/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A dose de Paracelso

...

quando a conheci vi que era sinônimo de
namorar.


Não desse namorar panaca dos seriados das cinco horas,
mas o fantástico namorar pra conquistar o mundo ...

juntos.

Mas faltava algo.


Daí, fiz anagramas na minha pele com teu nome até conseguir,
místico que sou, transformar como o alquimista,
as iniciais doses de veneno


_ "Ih", quem é esse cara ?


nesse sabor doce na boca


_ "Oh", te gosto muito, menino.


Misturando o caldeirão dos dias
fui bebericando a poção,
nosso chá alucinógeno

e

sentindo ainda a falta d’um tempero
pus de mim, a letra "r"

p’ra então

conjugar seu nome no infinit(o)ivo verbo


namorar.


Enfim tatuei; cravado na carne, o anagrama,
pra nunca esquecer
da fórmula química,
a receita de nós dois.




Para Mariana

Epígrafe

Se a vida, essa aventura, é tarefa
pessoal e intransferível,
não passo minha senha a ninguém
e nem peço que guardem meu lugar na fila.


Acordo cedo e com colchonete, cobertor
madrugo, pra garantir um dos melhores lugares
.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Beijo


Não se beijem !!!
Voltem para as salas de aula e assistam aulas sobre a História das Carnificinas no Séc XX

Não se beijem !!!
Retornem às cadeiras dos confessionários e as catequeses dominicais

Não se beijem !!!
Apaguem os abajures antes de dormir e passem pra cá esse walkman

Não se beijem !!!
Decorem o quadro negro e enviem seus torpedos pra salvar o Uzberquistão... Yeaaahhhh (com o punho pra cima, quem é revolucionário põe a mão aqui)

Não se beijem !!!
Sentem apenas um do lado do outro, pois o beijo de vocês ofende, exala um cheiro desagradável. Como ferida purulenta nos lábios e odor de dentes moles e apodrecidos.

Não faz, definitivamente, bem a saúde dessa gente daqui !!!

Dentre todas essas possibilidades, fico na dúvida, sobre qual delas foi utilizada pela mulherguardinha da UFU, pra interpelar um jovem, bonito e, importantíssimo que se diga, singelo casal, formado por um rapaz mulato e uma mocinha magra, nova e branca, que namoravam, sentados, ela com a perna sobre a coxa dele, num banco de cimento no “chamado” Centro de Convivência do Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia no estado de Minas Gerais, hoje acerca das 3 da tarde, e que com naturalidade davam um beijo.

Qual foi o argumento pra interpelar e censurar o beijo ?

Não sei ...

Vai que com abraço não pode né ? Só bicotinha.

“Leremos o estatuto e estaremos solicitando um aparte”


Palhaçada !!!

Gente morrendo ao redor, e me censurando o beijo por aí ...

Preciso avistar esse casal e lhes perguntar exatamente qual o argumento, a segurança patrimonial feminina, usou pra lhes dizer que não se pode beijar

Ah se fosse comigo ...


Tenho receio de encontrá-los, o casal, e eles enfim me alertarem do que já sei.

Que o que dizem essas pessoas é ...

_ Não se beijem !!!

_ Por quê?

_ Porque NÃO.


grafite em Londres de autoria de Bansky, no site
http://lightyears.twoday.net/stories/3211351




terça-feira, 31 de março de 2009

Pertinência


Toda poesia deve ter pertinência.

Pois dilaceração, essa inquietude, é propriedade dos mal afamados,

dos que não se preocupam em dar o certo nó na gravata

e nem com o acender das luzes

[na saída do cinema ou crematório.


para Walber Schwartz

segunda-feira, 30 de março de 2009

A Seta

Mesmo namorando, e apaixonado por ela... sis dias, numa esquina flertei com outra.

Bati o olho e parei naquela figura esbelta, olhar ao céu, alça de bolsa vermelha trançada entre seios magros, e pensei em como ela deveria ser alto astral, sempre pra cima.

Mas a percebi um pouco desprotegida, um pouco insegura e ao me distanciar, olhando pra traz vi que um jovem já se aproximava e com o ombro a tocá-la, tirava do bolso o que me pareceu ser um maço de cigarros.

Deixei-os pra traz então, eu apontando ao céu minhas mãos, como ela.

Ela.

Que poderia ser ...

PS. Obrigado Boina pelo insight

foto de raylsooon no http://www.flickr.com/photos/raylson/3096884894/

Paula



Paula tinha em mente

que

paulatinamente

teria ela, outrora novamente,

sua rouca voz.


E que não mais temeria

o latir do cãozinho feroz

gritando, com o

pé na latrina rente ao muro;

“_ Socorro !” , aos seus avós.



(foto de A'Schneider http://www.flickr.com/photos/45657218@N00/2437084160/



domingo, 29 de março de 2009

Coração de bolso


Há mais de uma semana caminho pelas ruas da cidade com a mesma justa calça jeans e meus surrados sapatos de couro rasgado. Nos meus calcanhares, bem como em todo o corpo a pele anda grossa e espessa.

Venho não precisando de muito nem me contentado com pouco.

No caminho, encontrei algo que havia perdido, sentindo falta dos anéis, já que foram-se os dedos.

E apenas pra exercitar meus súbitos ímpetos, dias desses troquei em antiquário meu antigo relógio de bolso, presente de velhos parentes, por uma nova relíquia, um lustroso coração de bolso.

A meu ver foi jogo, pois além de marcar as horas, meu coração não atrasa e também bate calado.

(foto de Antônio Machado
http://www.flickr.com/photos/antoniomachado/2726259403/ )

quinta-feira, 26 de março de 2009

Licença poética cassada



Recebi uma carta sis dias, informando que minha licença poética foi cassada.

Foi abatida a tiros numa tardinha de sol pelos estetas da nova ordem, enquanto corria no Parque do Sabiá para manter o corpinho sarado.

Sua carcaça foi levada ao IML do Umuarama.

Devo comparecer o mais breve possível ao local para o reconhecimento do corpo, a fim de evitar que o cadáver seja utilizado pelos estudantes de Medicina em suas aulas de anatomia.

Caso contrário minha poesia será dissecada, servindo desumanamente às causas da humanidade.

Cura para impotência, mau hálito, dor de cotovelo.

Agora sem licença permaneço, mandando sinais de fumaça e mensagens em garrafas, escrevendo até que me encontrem em meu subterrâneo esconderijo e me alvejem com balas de açúcar candy e impropérios, sobre como escrevo mal.



(foto de TravelingMango http://www.flickr.com/photos/qchristopher/2214924797/

Amantes




Os amantes marcaram um duelo para o fim do dia
Ao pôr do sol se entrelaçariam para sempre

Ele trouxe rosas e um revólver
Ela, vinho e seus venenos

Entraram no restaurante de mãos dadas, como dissera o padreco, juntos até que a morte os separe
Sentaram numa mesa de canto, um de frente pro outro, pediram o prato de entrada, peixe, e se entreolharam, os três

Primeiro ela disse como o amava, depois como o traiu
Em seguida ele contou seus íntimos segredos e piores pesadelos e de como o tesão havia acabado

Enfim, silêncio

No carro trocaram de estação de Rádio várias vezes, até encontrarem uma música que não os lembrasse d’algo bom ou ruim

Indiferença e cicatrizes eram as palavras-chave da palavra cruzada de suas vidas
Já haviam se mudado, um pra longe do outro, há muito tempo

Em casa, ele pôs em cima da mesa as rosas n’água e engatilhou o revólver na própria cabeça enquanto ela bebia seu vinho tinto predileto e mexia com a colher de chá o resto do veneno no fundo do copo.

Se amavam demais, afinal.

(foto retirada do site http://www.contracampo.com.br/83/critamantesconstantes.htm

And... ando na corda bamba


Andando na corda bamba
o poeta
desafia a gravidade em peripécias para a multidão

No picadeiro iluminado
palmas

Abre uma garrafa de rum, dedilha suave seu violão

Uma flor lhe é atirada

Com os dedos do pé a pesca no ar, sorve o cheiro suave das pétalas e num brusco movimento a arremessa à boca, mastigando toda a rosa.

Te amo ...



Quando chegou, era muito calado
Tempo depois contou sua história
Passado uns dias já ria de si mesmo
Logo já atravessava a rua sozinho
Amou por muito tempo
Depois odiou a si próprio

Enquanto inventava deuses de plástico
pra amortecer sua queda
fez das cinzas do seu cigarro o vácuo da sua solidão

Disse outrora, ser mais profundo qualquer conversa de butiquim ao seu lado que as vãs filosofias das cadeiras universitárias
preferindo atravessar noites cheias de náusea pra inspirar transtorno e um cadiquim de caos

Quando morreu seu corpo foi cremado, seus ossos amontoados em barris de óleo e hoje sua fronte vistosa não incomoda mais

Descansa num rito mausoléu

Mas nas noitinhas de chuva, nas noitinhas de chuva ... ainda o escutam gritar

_ Meu bem !!! Meu anjo !!! Também te amo.

Poeminha de butiquim


Queijo derretido com orégano
vai bem com cervejinha gelada

Uns abraços de “Como vai”
uns beijos de “Quanto tempo”

_ “Mais uma chefia”
sempre combina com causos das antigas

Ver dia escurecer no fim da tarde
dá sempre vontade de fechar o bar mais tarde

Amigo que, pelo imprevisto, passa pela rua e se senta
_ "Pô bicho quanto tempo né. "

Mesa do lado com papo mais animado
dois casais e um amigo

Cada dia tem seu bar e vice-versa
tardes quentes sugerem bares com varandinhas e cadeiras de madeira,
que suam menos a bunda

Os dias de lindo pôr do sol requerem vista do horizonte
que sejam prédios ao redor, mas que o sol
adiante se ponha no nosso queixo

[com orégano

foto de Julio Magalhães
http://www.flickr.com/photos/juliomagalhaes/1460669716/


Carnaval


Ontem abri caminho na calçada do Bairro Santa Mônica pra uma menina negra, seu pai, mãe e irmãozinho
Calçada estreita, eu com as mãos nos bolsos e bolhas nos pés, simplesmente cambaleei pra rua, pro asfalto

Tempos atrás isso não aconteceria ...
Não dariam licença à família negra

Carnaval é alforria
Sobretudo, modo negro de pensar e existir.
Apropriação.

Na antiguidade era e foi, a festa dos excessos.
Trabalhe todo o ano e abuse nos dias de Carnaval.

Coma beba transe.
Agradeça a colheita.
Depois volte ao trabalho.

O cristianismo ainda por cima institui a quarentena, 40 dias sem carne, viva ou morta.

No fim do século 19 início do 20, o Brasil pôs na roda seu Carnaval, criou seus signos e símbolos.
Como o Carnaval é festa, necessita de euforia e ritmo,
então lá veio o samba na esteira.

Tá lá o negro pondo cabelo na frigideira e roubando os ovos do galinheiro da Sinhá.

Notícias Populares


Em tempos de reality show, foram esmiuçar a vida do poeta, e colheram os seguintes depoimentos.

seu melhor amigo: “um depravado, não o deixo chegar perto da minha família nos almoços de domingo.”

ex-namorada: “transa mal.”

colega de trabalho: “fala demais e faz pouco.”

transeunte na Praça Tubal Vilela: ”nunca ouvi falar.”

pelos cocos

Numa roda de cerveja num bar em algum lugar do país, o pai diz aos amigos apontando o filho;

_ Esse menino ô ... fiz pelos cocos.

segunda-feira, 23 de março de 2009

dEUs




meu

dEUs

existe dentro de mim

[& à minha volta & à minha volta & à minha volta &]

vice-versa


existo

EU
pequenino

dentro de

meu

DeuS



sexta-feira, 20 de março de 2009

.

"todo poeta
é um traficante de armas"


chacal



.